Perca o controle.

Imagem: We Heart It

Comecei minhas sessões no psicólogo. E sim, vou com medo todas as vezes, e acabo relaxando depois. Em uma das sessões, comentei que a frase da minha vida era "torcer pelo melhor e se preparar para o pior". Sou assim pra todas as situações da vida.  Eu me preparo pro pior pra TUDO. Eu não gosto de ser pega de surpresa. Não gosto de coisas dando errado e, se derem, preciso ter um plano B. Um plano C, D, até plano Z, só pra garantir que eu sempre tenho algo a fazer caso não dê certo. 

"E essa paixão pelo pior?", ele perguntou. É uma necessidade minha. Pode até ser considerado algo bom em partes, já que assim sempre fico com o pé no chão, mas o ser humano tem necessidade de voar. Eu não voo. Eu fico presa aqui, onde as coisas dão certo. Não me permito voar e deixar que tudo dê errado pelo menos uma vez. Eu controlo. Sou maníaca por controle e, uma vez que eu aprendi (na marra!) que não se pode controlar a vida de outras pessoas, eu sobrecarrego a minha de controle. Autocontrole. Porque eu tenho medo.

Quantas oportunidades eu perdi por medo de dar errado, quando só o fato de não aceitar a oportunidade já é um tremendo erro? Quantas pessoas eu afastei, por medo de me machucar? O quanto eu neguei, por medo de sair do meu controle? É doentio. Humanos são feitos pra errar. Pra perder o controle e seguir o impulso do fundo do coração. Pra relaxar e curtir. 

Por que eu não consigo, então? O que é, não sou humana? Algumas vezes, já tive vontade de me permitir perder o controle. Deixar ir. Sabe, é cansativo demais. Cansa demais pensar em tudo toda hora, e pior, tudo dando errado. Cansa fazer planos de contingência desnecessários porque a maioria das coisas não dão errado da forma que eu previ. Cansa. Me esgota. E mesmo assim, ainda luto pra manter o tal controle.

Mas o pior ainda é quando acontece de eu o perder. Ah, aí todo mundo pode sair de perto já. Eu não sei lidar. Não sei lidar com decepções, é isso. Não só amorosas, mas decepções da vida. Mas, adivinha só? A vida é feita de eternas decepções, uma atrás da outra, com algumas alegrias no meio pra te dar força de vontade pra seguir. E depois de uma baita decepção, a segunda maior da minha vida, eu aceitei que eu preciso mudar. Preciso relaxar. Eu vou acabar morrendo aos 40 anos por infarto causado por estresse. (Tá vendo? Já tô prevendo o pior, e me preparando involuntariamente pra isso! Que doença!)

Conheço muitas pessoas que sofrem desse mesmo mal. Pra elas, eu peço que procurem ajuda antes que comecem a perder as coisas boas da vida. Mas meu apelo vai pras pessoas ao redor. Pra vocês, eu suplico: tenham paciência. Não somos assim porque queremos. Sabemos que é normal as coisas saírem do controle às vezes, mas é muito mais complicado na nossa cabeça. É errado, no nosso cérebro. E quando acontece, às vezes podemos acabar afastando vocês pra que vocês não sintam a raiva que paira ao nosso redor. E vocês, como boas pessoas, ficam ao nosso lado, oferecem ajuda e apoio. Nós podemos destratar vocês algumas vezes por causa disso, então já de antemão, por todos que são assim, eu peço: nos desculpem. Tenham calma, isso passa rápido. Nos dê tempo pra pensar, ajeitar as coisas no lugar, respirar. Sabemos que vocês só querem ajudar e que não é legal nos ver assim, mas paciência, por favor. Não nos pressione, nem nos ofereça ajuda demais, muito menos fiquem bravos. Isso também é uma forma de nos fazer perder o controle. Querem nos ajudar? Só fiquem ali. Não insista na ajuda, se não pedirmos. Só fiquem ali pela gente. Nos abracem, e digam que vai ficar tudo bem, mesmo que fechemos a cara e falemos que "nada nunca fica bem, pois só fazemos as coisas de maneira errada". Fiquem ali, apesar de tudo. 

Eu precisei de gente assim, e a maioria não conseguiu ser. Até que eram por um tempo, mas depois se cansavam e iam embora. Perdi muitas pessoas por ser desse jeito, e eu sinto muito por isso. Mas dei o primeiro passo pra melhorar, que foi procurar ajuda médica. Eu vou me esforçar, pois isso já me tirou muita coisa boa. Eu quero conseguir. E eu vou. E para todos que querem melhorar, um conselho: utilizem todo esse controle pra fazer dar certo. Se não for por vocês, pelas pessoas ao seu redor. Fiquem bem, relaxem, curtam. A vida é simples, não precisamos transformá-la em um bicho de sete cabeças. Só três cabeças já tá bom.

Taroterapia

Vocês conhecem? Vi em nesse site e achei legal. Vou deixar aqui pra não perder o resultado. Em negrito fica o que bateu comigo.

Seu Arcano Pessoal é: 


5 - O PAPA


Palavras-Chave: Moral e Cultura

  • Acontecimento marcante a nível psicológico aos 5 anos de idade;
  • Senso moral, ética e dever;
  • Questiona tudo e todos;
  • Espírito filosófico e religioso;
  • Cuidado ao seguir dogmas ou doutrinas;
  • Ciência;
  • Gosta de ensinar tudo o que sabe;
  • Interesse por assuntos ligados ao Universo e Deus;
  • Seriedade;
  • Idéias e convicções fortes;
  • Pai ou avô como instrutor ;
  • Precisa cicatrizar velhas feridas;
  • Aristocracia;
  • Fé poderosa;
  • Aprenda sempre a ouvir a voz interior;
  • Evite o formalismo;
  • Poder pela comunicação;
  • Dom de curar, principalmente pelo VERBO;
  • Sintonia interior;
  • Respeito e postura;
  • Aprecia estudar e debater assuntos de interesse;
  • Idealismo;
  • Cuidado com papéis ou documentos;
  • Ansiedade;
  • Atenção quanto às coronárias, medula, circulação sanguínea;
  • Sentimento histórico;
  • Relacionamento afetivo com pessoa mais madura e que instrua ou ensine;
  • Supremacia intelectual;
  • Desejo de estar em acordo com todos;
  • Não revele seus planos aos outros;
  • Livros são uma paixão;
  • Organize-se;
  • Administração de bens ou posses;
  • Passa credibilidade;
  • Pragmatismo ou ceticismo;
  • Empenha-se com amor em tudo;
  • Evite o absolutismo;
  • Aprenda a colocar seus sonhos em prática. 

"E essa paixão pelo pior?"

Me diz o que é amor pra você.


Novamente, esse post não tem nada a ver com ninguém além de mim mesma e meus sentimentos. Só deixando claro.

Amor. Eu tinha uma ideia diferente de amor antes de amar. Pensava que amor era ajudar uma pessoa querida, estar presente quando alguém pede (ou não), enfim, estar ali. Apenas isso. Depois que amei, percebi que vai muito além. É um universo completamente novo e vi que temos muitos sentimentos a descobrir.

Amor.

Amor é querer, acima de tudo. É querer amar, estar presente, ser presente. Amor é cuidar do outro, não só quando estão doentes, mas quando estão cansados, frustrados, quando se sentem para baixo. É tentar de todas as formas proteger o outro do mal do mundo, se preocupar quando estão incomodados com algo É tentar entender o que se passa no mundinho de outra pessoa e, se possível, fazer parte deste mundinho também.

Amor é fazer rir. É trazer alegria. É ter um abraço onde o outro se sinta seguro. É ser moradia, ser família, ser prazer. É estar junto em todas as situações, boas e ruins (principalmente as ruins). É ser certeza, quando todo o resto é dúvida. É compreender, ajudar. É ser um porto seguro quando a outra pessoa não consegue se bastar (acredite, esses momentos acontecem com todo mundo). É acreditar nesta pessoa, mesmo quando ela já deixou de acreditar em si mesma. É confiar. É respeitar. É se importar.

Amor é não desistir. É tentar, insistir, lutar, mesmo quando tudo parece dar errado. É ser disposto. É emprestar sua força para o outro quando ele está caído no chão, sem forças para seguir em frente. É puxar sua mão na direção certa. É apoiar as decisões, e avisar quando algumas dessas decisões não são boas. É brigar, discutir, por para fora todo o sentimento. É se reconciliar depois da briga, pois a saudade fica maior do que o orgulho. É entender o outro. É procurar crescer, incentivar. É conhecer a pior versão da outra pessoa, e mesmo assim querer ficar. Querer ajudá-la a ser melhor.

Amor é ter medo. Amar de verdade dá medo, sabe? Amor é ter medo, mas é ir com medo mesmo. É se entregar e se permitir ser feliz. É ter alguém para dividir o peso da vida. É viver. Viver é difícil. Morrer por alguém é fácil, o difícil mesmo é viver por alguém. Com alguém. Amor é isso. É ser intenso, é ter fogo e querer que o outro sinta este calor.

Amor é conversar. Dialogar. É por todas as cartas na mesa, identificar o que está bom, o que está ruim, o que pode ser melhor. E, depois disso, amor é se desculpar. É assumir os erros e mudar. Conciliar. É olhar nos olhos do outro e dizer: "me desculpe, eu vou melhorar, pois você é importante demais para eu perder". É sinceridade. É ser forte. Ser sincero ao dizer e ao ouvir o que está errado, e ser forte o suficiente para tentar fazer dar certo. Amor é, mesmo que não dê certo no final de tudo, ter tentado de todos os jeitos. É ter a consciência tranquila de que o possível e o impossível foi feito para dar certo.

Amor é deixar ir. Não, não é desistir. É quando você ama intensamente, e a outra pessoa já não ama mais. E mesmo que nosso amor seja infinito, não é possível amar por dois. Amor é aceitar que a felicidade da pessoa que você mais ama na vida não é do seu lado e deixá-la ir. Torcer para que ela encontre alguém que a faça se sentir do jeito que você se sentiu com ela. Amor é sacrifício, no final.

Depois que eu amei, com tudo o que aconteceu, eu pensei em desistir do amor e voltar a pensar nele apenas como "estar ali" para quem precisar. Pensei que algumas pessoas talvez não gostem do amor. Será possível? Pensando bem, acho que todas as pessoas querem ser amadas de forma intensa. Não é lindo ter para quem voltar quando tudo deu errado? Quando você está cansado demais até para ficar em pé, e poder desabar no colo de alguém? Escutar palavras reconfortantes quando tudo o que você quer é que o mundo acabe? Eu não acredito em pessoas que não querem amor.

O que eu acredito é que essas pessoas tem medo e que não conseguem transpassá-lo. Pessoas que não se acham dignas. Que pensam não ter nada a oferecer em troca desse turbilhão de sentimentos. Pois eu digo a vocês: se alguém o ama com toda a força do amor, não é necessário dar nada em troca. Não é necessário dinheiro ou presentes. Se alguém o ama, é porque você já ofereceu o que tinha de mais precioso: motivo para amar. E a pessoa que o ama não quer nada, apenas reciprocidade. Quer a ter a sorte de receber um amor tão intenso quando o que oferece. Amor. Uma pessoa que dá amor, apenas quer amor em troca. Só isso.

Então, contrariando tudo, eu não vou desistir do amor. Eu sofri por amor, sim. Mas o que eu senti ali foi algo que eu não pensei ser capaz de sentir. Eu estou disposta a sentir de novo. Não sei quando, não sei por quem, não sei nem se um dia acontecerá, nem se será na mesma intensidade. Mas é bom. Eu me senti bem pela primeira vez em toda a minha vida. Eu me senti bem amando e sendo amada. Eu me senti bem.


Eu sou apenas humana.


Eu posso segurar minha respiração, posso morder minha língua, posso ficar acordada por dias se é isso que você quer, ser sua número um. Eu posso fingir um sorriso, posso forçar uma risada, posso dançar e curtir a festa se é isso o você pede, te dar tudo o que eu sou. Eu posso fazer isso.

Mas eu sou apenas humana, e eu sangro quando caio. Sou apenas humana, e eu me arrebento e me desmonto. Suas palavras na minha cabeça, facas no meu coração... Você me constrói e eu desmorono, pois eu sou apenas humana...

Eu posso ligar, ser uma boa máquina. Posso segurar o peso de mundos se é isso que você precisa, ser seu tudo. Eu posso fazer isso. Posso passar por isso. Mas eu sou apenas humana [...]

Apenas uma pequena humana.

Eu posso aguentar tanto até não conseguir mais...

Mas eu sou apenas humana.

– Human (Cristina Perri)

I'm sorry for being me.


Esse post não tem nada a ver com ninguém. Eu tive um surto depressivo há menos de 5 minutos e eu vou falar sobre isso, pois é a forma que eu encontrei de melhorar. Não tem o intuito de gerar pena, de dar dó, nada disso. Eu só preciso tirar isso de mim. E caso você esteja se perguntando, o blog não é privado pois existem pessoas que passam por essa mesma situação e ler textos como esse podem ajudar. Eu sei mais do que ninguém.

Não consigo deixar de pensar que, a cada surto, fico mais próxima de descobrir uma verdade sobre mim. Uma verdade que eu sei que não vou suportar. Não faz sentido, eu sei, mas depois de tantas e tantas crises, eu tenho algum tipo de medo. Sinto um aperto bem na boca do estômago só de pensar em confirmar tudo o que eu e minha paranoia imaginamos.

E essa verdade é que eu não valho nada. Não valho a pena, não valho o tempo, nem o espaço. E em muitos dias, os dias em que essa consciência bate, eu lamento muito o fato de eu existir. Tenho certeza de que tudo seria melhor se 20 anos atrás eu não tivesse vindo ao mundo. Eu não consigo deixar de ver os muitos problemas que eu trouxe, mesmo que em meio a algumas alegrias. E essas alegrias não são nem perto de serem suficientes pra compensar o resto. 

Ter essa consciência machuca. Não consigo ser forte o tempo todo, principalmente quando eu olho pra trás e percebo que eu falhei com todo mundo ao meu redor. Eu vejo as expectativas depositadas em mim e, mesmo que eu tente de todas as maneiras atendê-las, eu falho. Falhei com quem me trouxe ao mundo. Falhei com quem eu amava. Falhei comigo mesma. E eu tento me enganar todos os dias, me ocupando, tentando construir um bom futuro pra mim, tentando acreditar que essa é minha forma de ser compensar a todos. Mas eu sei que não adianta. Não depois de todo o desgosto. 

Me desculpem. Perdão por não conseguir ser a filha perfeita, com o cabelo liso, com a pele perfeita, que obedece sem questionar e que aceita tudo. Perdão por não conseguir cuidar nem da minha própria casa. Perdão por ter ficado doente e isso ter me mudado completamente. Eu nunca quis isso. Perdão pelo meu constante estado nervoso, pelos surtos. Ninguém é obrigado a aturar isso. Perdão por ter uma porrada de coisa estúpida passando pela minha cabeça que me travam e não me permitem ser o que eu deveria ser.

Se eu pudesse ter uma escolha, eu escolheria nunca ter existido. Se eu pudesse voltar no tempo, eu aprenderia todas as expectativas das pessoas antes pra evitar decepcioná-las. Se eu pudesse começar de novo, eu consertaria tudo o que eu fiz de errado sem saber, e que agora eu sei. Mas a vida infelizmente não é um "se eu pudesse", então a única coisa que eu posso fazer é pedir desculpas. A todas as pessoas que são obrigadas a conviver comigo, as pessoas que não são e escolhem ficar, e as que foram embora. Se eu fosse vocês, perderia a paciência e iria embora também. Todo mundo tem seus próprios problemas, não é necessário ter de ficar perto de um problema mental ambulante. Eu entendo. 

Mesmo com tudo isso, eu prometo que vou prosseguir. Vou procurar uma forma de compensar a todos vocês do sacrifício de estar comigo. Que seja dinheiro, não sei. Eu vou em frente. Não por mim, mas por vocês. E eu vou me tratar, vou melhorar até que os surtos não sejam mais tão frequentes. Vou ficar forte, vou à luta e vou dar orgulho a vocês. Eu prometo.

Teste de Personalidade!

Uma amiga mandou um site de teste de personalidade. Fiz o teste pela segunda vez, a primeira foi há alguns anos, e me surpreendi como o resultado mudou. Claro, com tudo o que aconteceu e pelo período em que eu estou.

Vou deixar o resultado aqui, para que um dia eu possa comparar com um outro momento:

O SEU TIPO DE PERSONALIDADE É:
“AVENTUREIRO”

(ISFP-T)

“Eu mudo ao longo do dia. Eu acordo e sou uma pessoa, e quando eu vou dormir tenho certeza que sou outro alguém.” - Bob Dylan
"Os tipos de personalidade ISFP são verdadeiros artistas, mas não necessariamente no sentido típico onde estão por aí pintando arvorezinhas felizes. Porém muitas vezes, eles são capazes de fazer isso. É esse uso da estética, do design e até mesmo suas escolhas e ações para empurrar os limites da convenção social. Os ISFPs gostam de alterar as expectativas tradicionais com experimentos na beleza e no comportamento – é provável que tenham dito a frase “Não tente me rotular!” mais de uma vez.
FELIZES SENDO QUEM SÃO
Os ISFPs vivem em um mundo colorido e sensual, inspirado pelas conexões com pessoas e ideias. As personalidades ISFPs se alegram reinterpretando essas conexões, reinventando e experimentando tanto com eles como com novas perspectivas. Nenhum outro tipo explora e experimenta como eles. Isso cria um senso de espontaneidade, fazendo com que os ISFPs parecem imprevisíveis, até mesmo para os seus amigos próximos e amados.
Apesar de tudo isso, os ISFPs são definitivamente Introvertidos (I), surpreendendo seus amigos quando saem do centro das atenções para ficarem sozinhos e recarregarem as baterias. Porém, só porque eles estão sozinhos, não significa que as pessoas com esse tipo de personalidade sentam inertes – eles usem esse tempo para a introspecção, acessando seus princípios. Ao invés de mergulhar no passado ou no futuro, os ISFPs pensam sobre quem eles são. Eles ressurgem da sua concha transformados.
Os ISFPs vivem para encontrar maneiras de impulsionar suas paixões. Comportamentos perigosos como jogos e esportes extremos são mais comuns nesse tipo de personalidade. Felizmente, seu comprometimento com o momento e com o ambiente permitem que eles se saiam bem. Os ISFPs também gostam de se conectar com os outros, e tem um certo charme irresistível.

OS ISFPS SEMPRE SABEM QUANDO ELOGIAR PARA AMOLECER UM CORAÇÃO QUE ESTÁ PRONTO PARA CITAR SEUS RISCOS IRRESPONSÁVEIS OU IMPRUDENTES.
Porém, se um criticismo é dito, a situação pode acabar mal. Alguns ISFPs podem lidar com comentários bem colocados, valorizando-os como uma outra perspectiva para impulsionar suas paixões em novas direções. Mas, se os comentários forem amargos e imaturos, as personalidades ISFP podem perder a cabeça.
Os ISFPs são sensíveis as emoções dos outros e valorizam a harmonia. Quando assolados com criticismo, pode ser um desafio para as pessoas deste tipo conseguirem se distanciar e não ficarem de cabeça quente. Mas, uma vez que eles compreendem a discussão, os ISFPs podem deixar o passado no passado e seguir em frente, como se nada tivesse acontecido.
O SIGNIFICADO É UMA EXPRESSÃO CONSTANTE DA VIDA
O maior desafio do ISFP é planejar o futuro. Encontrar ideais construtivos para basear seus objetivos e trabalhar neles para criar princípios positivos não é fácil. Ao contrário dos tipos Sentinelas, os ISFPs não planejam seu futuro em termos de bens e aposentadoria. Ao invés disso, eles planejam ações e comportamentos como contribuições para um senso de identidade, criando um portfólio de experiências.
Se esses objetivos e princípios são nobres, os ISFPs podem agir com uma caridade maravilhosa e generosidade – mas também pode acontecer que as pessoas com o tipo de personalidade ISFP estabeleçam uma identidade mais egocêntrica, agindo com egoísmo e manipulação. É importante que o ISFP lembre-se de se tornar quem ele deseja ser. Desenvolver e manter um hábito novo pode não vir naturalmente, mas usar um tempo diariamente para entender suas motivações permite que o ISFP use sua força para ir atrás do que eles amam."


Pra quem quiser, o site do teste é esse.

Sobre o motivo de eu sentir tanto.


"Vai ficar xonada até quando?". Um anônimo me perguntou isso. Fiquei irritada sim, desculpa. Dei uma tesourada nele, fui xingar muito no twitter, mas como eu mesma prometi, vou tentar ser menos estressada com as pessoas. Ao invés de ir surtar com alguém, eu vou escrever aqui mesmo, onde ninguém é obrigado a ler, já que a droga do blog é meu.

Vou falar o motivo de eu ter sentido tanto esse fim. É algo que deve ser explicado do começo. Primeiramente, eu nunca havia nem gostado de alguém antes, imagina amado. Foi meu primeiro amor, sim. E depois do início do namoro, tava tudo caminhando pra eu deixar de ser 8 e ser 80, pois se tem algo que eu sou, é intensa. Mas eu tinha (e voltei a ter) medo. Tenho problemas de confiança. Via minhas amigas sofrendo por amor, e coloquei na cabeça que eu não sofreria. "Que coisa mais ridícula. Ninguém precisa de ninguém". 

Demorou mais de 6 meses depois do início do namoro pra eu deixar de ficar com o pé atrás e me entregar de verdade. Sentir de verdade. Superei meu medo e me permiti sentir com toda a intensidade que eu tenho. É por isso que eu ainda sinto. Até os 6 meses de namoro, se o fim tivesse chegado, pode ter certeza de que eu não me importaria muito. Claro que me importaria, mas nunca no nível de hoje. Mas não, aconteceu em um momento que eu me permiti sentir por inteiro. Me desculpa se tem alguém achando ruim essa minha fase, é só conversar comigo (sem ser no anônimo, né). Dependendo de quem você é, eu posso mudar por você, sim. Mas não venha me pedir pra deixar de sentir. 

Eu vou sentir até quando não existir mais nada a ser sentido. E depois, vou voltar a ter medo. Mas enquanto isso, vou continuar escrevendo, tirando tudo o que eu sinto de mim e colocando aqui. Vou continuar brava no twitter com pessoas que não conversam. Mas, entenda: eu nunca deixei de parar minha vida por causa disso. Ninguém morre de amor. Tudo passa, e pra mim, tá passando. Eu não deixo de ir pra faculdade, não deixo de tirar notas boas, não deixo de ir ao cinema, ir à festas, rir, zoar. Não me confunda com essas meninas que, quando acabam um relacionamento, pensam em se matar. Não, mesmo. Posso sentir um peso no meu coração, sim, mas nunca deixei esse peso atrapalhar meus objetivos.

Então, pessoas que se incomodam com o que eu sinto ou deixo de sentir, vocês não são obrigadas a ler nada disso, a me seguir nas redes sociais ou a conviver comigo. Se essas pessoas são minhas amigas, tenho certeza que, embora não achem saudável, conseguem compreender que esse período de "luto" é necessário. Se não são, problema de vocês. É assim que vai ser. Aparentemente, todo mundo passa por isso pelo menos uma vez na vida. Sejam compreensivos com o coleguinha, vai ter uma hora que você vai precisar que esse coleguinha seja compreensivo com você também.

"Uma das coisas mais difíceis que você terá de fazer, minha querida, é passar pelo luto por uma pessoa que continua viva" – Autor Desconhecido

Sentir saudade não é estar preso no passado.


Segui o twitter de um cara. Um escritor. Ele fala muito sobre a saudade. Um dos tweets dele me chamou atenção, era o seguinte: 

"Hoje a saudade me disse que sentir saudade não é estar preso no passado."

Fiquei pensando que, até então, eu me agarrei às coisas ruins que aconteceram pra não fraquejar. E mesmo assim, mesmo estando bem, era inevitável eu não ter algumas recaídas. Eu sou humana, no fim das contas. Agora, eu consigo lembrar de tudo numa boa, sem morrer de vontade de voltar ao passado. Agora, neste momento. Pode ser que daqui a 5 minutos eu não consiga mais, e nos próximos 5, consiga de novo. Ainda tô um pouquinho instável, porém nada comparado ao início.

Mas eu não deixo de ter saudade. Eu nunca tive saudade de alguém antes, verdadeiramente falando. Afinal, "Saudade é pra quem sente amor. Sentir falta é pra quem sente vazio. Só um buraco". Realmente, antes eu apenas sentia falta. Posso afirmar que, saudades mesmo, eu só sinto de uma pessoa. Sinto saudade de como tudo começou, das conversas que eu apaguei, das fotos zoadas, do arroz carreteiro com pimenta calabresa, dos memes idiotas e das palhaçadas. Até saudades dos funks na Afonso Pena, eu sinto. Sinto saudade de compartilhar o peso da minha vida com alguém. Saudade de conversar sobre filmes, como era no começo. Saudade de ter uma pessoa que mudou por mim, apenas pra me conquistar. 

Todos mudamos muito. Eu não sei se o relacionamento existiria se eu conhecesse tudo o que eu conheço da gente, lá no começo. Mas fico feliz de ter existido. Aprendi muito mesmo, já que era tudo novo pra mim. Sinto saudades de continuar aprendendo, e também de falar cheia de orgulho sobre o cara que era meu pra qualquer um que perguntasse. Das mensagens de "bom dia" e "boa noite" diárias. Lá do meio, onde era tudo bem estável, e eu recebia memes no celular em plena tarde de terça-feira. Eu sempre vou sentir saudades do que eu vivi ao lado desse alguém. 

Pois saudades sentimos apenas do que foi bom.

Perdões e agradecimentos.


Primeiramente, quero dizer que tudo o que eu escrevo nesse blog reflete a minha realidade. A minha. É o meu diário pessoal, é onde eu deixo registrado tudo o que se passa na minha cabeça, tudo o que é real pra mim. Não significa que é real pra todos.

Segundamente, quero pedir perdão. Com tudo o que foi dito hoje, eu percebi que faltou isso. Os outros textos podem até ser bem montados e exaltarem apenas o outro lado da história, mas eu não sei qual parte do ocorrido é minha culpa. Aparentemente, existe uma boa parte que sou responsável. Então, vou pedir desculpas por tudo.

Desculpa por eu ser estressada demais. Por eu ser um tanto controladora, juro que eu tô melhorando, pois eu percebi que eu tô ficando exatamente como um alguém que eu nunca gostei. Desculpa por ser agressiva no meu modo de falar. Desculpa por não conseguir lidar com os problemas da minha família e só sair de perto. Por ser muito teimosa e por ter muita raiva. Por exigir demais. Por tentar fazer com que uma outra vida se encaixasse na minha, quando essa decisão não era minha. Desculpa por retrair ao toque, é outra coisa que também tô tratando. Por não ter paciência. Por não aceitar a vida como ela é. Por surtar. Por quase morrer quando as coisas dão errado. Por deixar algo pessoal atrapalhar. Por não ter pedido ajuda. Por ter zoado demais. Por não respeitar o modo de ser de outra pessoa. Desculpa por não aceitar que cada um tem o seu tempo e seu jeito e por querer tudo do meu jeito. Desculpa por ter entrado na zona de comforto e ter deixado de fazer as coisas que fazíamos antes. Desculpa se em algum momento eu deixei de corresponder o que era esperado de mim. Desculpa por tudo.

Terceiramente, quero agradecer. Obrigada por me fazer crescer, me ensinar a amar. Eu não sabia o que era isso, e descobri que é algo lindo! Obrigada por me fazer mudar, uma vez que eu achava que amor era pra gente fraca. Acontece que o amor é pra gente forte demais, e dei sorte de ser uma dessas pessoas, mesmo que por um tempinho. Obrigada por me deixar desabar, por me segurar algumas vezes. Obrigada pelo fim, também. Foi por causa dele que eu consegui enxergar tudo o que tava errado e por causa dele que eu tive coragem e força de vontade pra mudar. Obrigada por esse ano. Vou guardar as memórias boas no meu coração e vou me lembrar delas quando fizer um pavê de kit kat, quando eu colocar as duas colheres de maizena na panela. Obrigada por tudo.

Quartamente, quero dizer que esse texto não tem como objetivo repensar as ações que foram tomadas. Embora todos os textos se tratem de uma única pessoa, não são indiretas (lugar de indireta é no Twitter). São palavras presas na minha garganta que eu queria gritar, mas não tenho mais essa chance. Tem objetivo único e exclusivo de tirar os pensamentos que ficam rondando na minha cabeça e os transferir pra outro lugar. De passar por cima do orgulho, da minha própria personalidade forte de quem não abaixa a cabeça e dizer:

Perdão por tudo e obrigada por tudo também. 

EDITADO EM 08/02/2017 - 19:35