Mostrando postagens com marcador se permita sentir. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador se permita sentir. Mostrar todas as postagens

Sobre ter o coração quebrado e a felicidade arrancada de você.


Logo eu. Logo eu, que sempre fui pé no chão. Que via essas meninas sofrendo por amor, e pensava "mas que idiotice, ninguém morre por amor". Agora eu me encontro morrendo um pouquinho mais a cada dia... Demorei tanto pra me entregar a alguém por medo do final. Quando me entreguei, o final veio de uma forma tão estranha que não me permito aceitar. Não aceito que tenha acabado porque meu parceiro pensa que é um peso na minha vida, que eventualmente me faria mal. Sabe, eu jurava que essa era uma decisão minha. E tinha certeza que, se um dia ele fosse um peso, nós sentaríamos, conversaríamos e chegaríamos à conclusão que nunca foi peso, e sim, leveza. Nunca fui tão feliz.

Seria mais fácil seguir em frente se não houvesse amor. Mas, como ele mesmo disse, me ama e o sofrimento pra ele é tão grande quanto o meu. Me ama tanto que não consegue suportar me tratar mal. Nunca tratou, mas tinha medo de que um dia acontecesse. Me ama tanto que me faz sofrer. Não que eu acredite nele, pois se uma pessoa está sofrendo por não ter outra que a quer está apenas jogando fora a felicidade própria e do outro. Mas eu... eu continuo sem entender. Sem aceitar. Tentando insistir, lutando, pois eu, que nunca vivi um amor, não estou pronta pra deixar ir. Se é tão verdadeiro e me fez tão bem todo esse tempo, não me parece certo desistir de tudo por conta de uma paranoia dele. E olha que de paranoia eu entendo bem.

Eu, em todo meu desespero, procurei ajuda em todos. Em amigos meus, em amigos dele... Até agora, ninguém parece ter compreendido. Uns disseram que ele já estava estranho ultimamente. Eu também vi isso, de longe. Mas pensei comigo mesma: "acho que ele me acha chata quando insisto perguntando o que aconteceu, dessa vez, vou deixar quieto até onde eu aguentar". Pois no momento que eu não aguentei mais, que eu não suportava ver como ele estava triste e não saber ao menos o motivo, tudo desabou.

Muitos dos meus amigos mais frios, mais desacreditados no amor – exatamente como eu era, por sinal – me aconselharam a não desistir. Se o amor é recíproco e tão verdadeiro, eu devia esperar a tempestade passar e não desistir. Nunca fui de desistir, mesmo. Não quando se trata de algo que eu acredito.

Poucos amigos me disseram pra deixar pra lá. Disseram que não vale a pena lutar por amor. Mas, amigos, não é por amor que eu estou lutando, afinal, o amor já está lá. É pelo espaço. É pela chance de somar. É pelo meu direito de escolha, que foi tão cruelmente tirado de mim. O amor? Ah, o amor era, e ainda é, intenso. O amor em cada mensagem de "chegou bem?" que eu recebia. Até que um dia, não recebi mais. Que choque. Que dor. Que falta eu sinto.

Agora, eu não sei mais. Cada célula do meu corpo me diz pra não deixar ir de jeito nenhum. Mas "embora eu queira muito, mesmo querendo em dobro, não posso querer por você". Não posso, não posso fazer com que outra pessoa ceda à felicidade. Mesmo que me doa cada vez mais, mesmo que eu veja por aí que ele esteja tentando levar uma vida sem mim sabendo que não é o certo, eu não posso. Fiz o possível e o impossível pra isso, mas no final, não é uma decisão minha.

Me despedaça. Me quebra. Me mata. Me dói. Dói pois ele mesmo disse que sempre fiz bem a ele. Que era muito bom me ter ao lado dele. Eu sei que era, pois era recíproco. Era ótimo ter alguém pra quem voltar. Ver que alguém cuidava de mim em meus momentos mais sombrios. Que estava ali, pronto pra mim. E agora que eu me vejo na mesma situação, ele não me deixa estar ali. Vê? Cada vez faz menos sentido. Se é amor, deveríamos nos permitir senti-lo, não nos privar dessa alegria.

Pois agora, eu espero. Resisto ao impulso de encontrá-lo em qualquer lugar, abraçá-lo e nunca mais soltar. Resisto a mandar mensagens falando tudo de novo, e de resposta, apenas receber "tudo isso já foi dito", "estamos repetindo tudo de novo", "eu já te expliquei" quando tudo que eu queria era que fosse explicado de novo e de novo até ser nítido que as próprias palavras não tem sentido. Que não se pode trocar a felicidade dele – e consequentemente, a minha – por algo irreal.

Eu sou real. Eu sinto dor. Dor emocional, dor física. E me dói mais ainda saber que ele finge não ligar. Que segue a vida dele tentando não pensar nisso. Na dor que me causa, quando tudo o que ele precisava fazer pra que isso pare, era voltar. Eu posso ser o melhor pra ele. Posso enfrentar as piores crises do lado dele. Posso ser o porto seguro dele como ele é o meu. A crise nem veio, e ele resolveu por si só jogar tudo fora. Meu amor, meu primeiro e único amor. Tempestades fortes vem e vão. Você só precisa ter alguém a quem se agarrar. Eu sei que você disse que nossa relação foi um erro – e você não faz ideia do que isso me causou – e me disse que eu iria encontrar alguém pra me fazer feliz. Você já me faz feliz de uma maneira que eu nunca fui. Nós somos épicos. Perfeitos um para o outro, mesmo em meio a tantos defeitos.

Mesmo você não se achando digno de me ter, eu, seu amor em carne e osso, digo: Nunca vou desistir de você.

Te espero. Por favor, não me esqueça. Não tente encontrar conforto em outros corpos. Eu estou bem aqui.

Eu te amo.

Com amor – e muito –, Isa.