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O que ela quer...


Sabe aquela garota que você conhece, tão fria e dura consigo mesma, tão preocupada com a vida? Ela só quer amar. Uma garota assim está transbordando de amor e quer alguém com quem se sinta confortável o suficiente para deixar todo o seu amor fluir. Ela quer dar atenção, fazer seu parceiro se sentir amado. Ela quer chegar no fim do dia, cansada, e ter alguém para conversar sobre o que ela fez no trabalho e sobre o aquele colega chato da faculdade disse para o professor. 

Quer falar sobre as dificuldades da vida e os problemas, sobre seus sonhos, e quer sentir interesse do seu parceiro com a sua tagarelice sem fim. Quer que ele a motive e que a ouça de verdade. Ela também quer ouvir, Quer saber como ele está e se ele resolveu aquele problema no trabalho, seus pensamentos, suas vontades, e quer se empolgar com tudo o que ele diz também. Quer compartilhar experiências, dividir conquistas, ir à luta, quer agradar.

Ela quer dar presentinhos para que ele se lembre dela sempre que dá e, se não der, ela se esforça para que dê. Ela quer ver o sorriso de gratidão e ouvir palavras bonitas, que a aconcheguem cada vez mais ao ninho da união. Manda mensagens perguntando como está o dia, e que sente saudades. Às vezes, nem assunto ela tem, mas ela se esforça para falar sobre qualquer coisa mesmo assim. Ela só quer conversar. Ela quer alguém para brincar e para chorar quando as lágrimas insistirem em cair, muitas vezes sem motivo algum. Quer ter certeza de que é boa para seu companheiro, e saber que ele teme a perder. Quer que ele saiba que ela ficará ao lado dele para sempre, contanto que ele lhe dê amor e respeito. Quer sentir que tem alguém ao lado dela e quer demonstrar que está presente também, pronta para o que der e vier, na alegria e na tristeza. Quer se sentir amada tão quanto quer amar.

Quer se sentir importante e especial, pois ela sabe que todo esse amor que ela carrega em si não é simples. É algo intenso, poderoso. Forte. Tão forte que ela tem medo de ser forte demais. Talvez, se ela achar alguém com quem ela se sinta bem ao desnudar a mente e a alma, ela tente se segurar. Deixará que um pouquinho do seu amor transborde para ver se ele é correspondido e, se não for, tentará suprimir. Não quer afogar seu parceiro, quer apenas o seu bem. Mesmo que, para isso, deva sacrificar seus sentimentos. De novo.

Talvez, ela descubra que o amor deve ficar guardado mesmo. Que o mundo "lá fora" é malicioso demais para algo tão puro, Que, no fim, ninguém queira amor em excesso. Mas ela nunca deixará de querer amar. Ah, tudo o que ela mais quer é poder amar...

Sobre o motivo de eu sentir tanto.


"Vai ficar xonada até quando?". Um anônimo me perguntou isso. Fiquei irritada sim, desculpa. Dei uma tesourada nele, fui xingar muito no twitter, mas como eu mesma prometi, vou tentar ser menos estressada com as pessoas. Ao invés de ir surtar com alguém, eu vou escrever aqui mesmo, onde ninguém é obrigado a ler, já que a droga do blog é meu.

Vou falar o motivo de eu ter sentido tanto esse fim. É algo que deve ser explicado do começo. Primeiramente, eu nunca havia nem gostado de alguém antes, imagina amado. Foi meu primeiro amor, sim. E depois do início do namoro, tava tudo caminhando pra eu deixar de ser 8 e ser 80, pois se tem algo que eu sou, é intensa. Mas eu tinha (e voltei a ter) medo. Tenho problemas de confiança. Via minhas amigas sofrendo por amor, e coloquei na cabeça que eu não sofreria. "Que coisa mais ridícula. Ninguém precisa de ninguém". 

Demorou mais de 6 meses depois do início do namoro pra eu deixar de ficar com o pé atrás e me entregar de verdade. Sentir de verdade. Superei meu medo e me permiti sentir com toda a intensidade que eu tenho. É por isso que eu ainda sinto. Até os 6 meses de namoro, se o fim tivesse chegado, pode ter certeza de que eu não me importaria muito. Claro que me importaria, mas nunca no nível de hoje. Mas não, aconteceu em um momento que eu me permiti sentir por inteiro. Me desculpa se tem alguém achando ruim essa minha fase, é só conversar comigo (sem ser no anônimo, né). Dependendo de quem você é, eu posso mudar por você, sim. Mas não venha me pedir pra deixar de sentir. 

Eu vou sentir até quando não existir mais nada a ser sentido. E depois, vou voltar a ter medo. Mas enquanto isso, vou continuar escrevendo, tirando tudo o que eu sinto de mim e colocando aqui. Vou continuar brava no twitter com pessoas que não conversam. Mas, entenda: eu nunca deixei de parar minha vida por causa disso. Ninguém morre de amor. Tudo passa, e pra mim, tá passando. Eu não deixo de ir pra faculdade, não deixo de tirar notas boas, não deixo de ir ao cinema, ir à festas, rir, zoar. Não me confunda com essas meninas que, quando acabam um relacionamento, pensam em se matar. Não, mesmo. Posso sentir um peso no meu coração, sim, mas nunca deixei esse peso atrapalhar meus objetivos.

Então, pessoas que se incomodam com o que eu sinto ou deixo de sentir, vocês não são obrigadas a ler nada disso, a me seguir nas redes sociais ou a conviver comigo. Se essas pessoas são minhas amigas, tenho certeza que, embora não achem saudável, conseguem compreender que esse período de "luto" é necessário. Se não são, problema de vocês. É assim que vai ser. Aparentemente, todo mundo passa por isso pelo menos uma vez na vida. Sejam compreensivos com o coleguinha, vai ter uma hora que você vai precisar que esse coleguinha seja compreensivo com você também.

"Uma das coisas mais difíceis que você terá de fazer, minha querida, é passar pelo luto por uma pessoa que continua viva" – Autor Desconhecido