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Empatia.


"Empatia: capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela."

Pessoas cometem erros. É natural do ser humano ser falho, e (na maioria das vezes) erros não são cometidos de propósito. Às vezes, nem chegamos a cometer esses erros, mas mesmo assim existirão pessoas com pedras prontas na mão para atirar em você. O ser humano é falho. O ser humano julga. O ser humano acha que é algum tipo de deus. Mas vamos trazer isso a minha realidade. O que acontece quando um erro de outra pessoa faz você sofrer, mas você consegue deixar isso para trás? Um assunto que não cabe a mais ninguém, a não ser as duas pessoas envolvidas, mas que muitos sabem, muitos opinam, e ninguém compreende?

Sim, eu sempre soube que passaria pelo inferno por conta disso. São poucos os que aceitam a minha decisão de deixar tudo isso para trás. Parece que toda a credibilidade que eu tinha foi por água abaixo, que eu não sou mais a mesma pessoa, porque resolvi dar uma chance a alguém que errou. Tudo bem, eu sempre pintei esse quadro de mim mesma, de pessoa durona, que não esquece e não perdoa. Lá no fundo, eu sou isso mesmo. Mas eu quis dar uma variada, agora. Problema meu, não é? Aparentemente, não.

É engraçada a tal da empatia. A habilidade de se por no lugar do outro e ver que, talvez, a situação que essa pessoa está é um pouco delicada demais. Entender que julgar, maltratar, ofender e humilhar não faz nada além de deixar essa pessoa ainda pior. Nessas horas, todo mundo se esquece de que não existem só os próprios sentimentos, mas que existe também os sentimentos de um outro alguém em jogo. Sentimentos confusos, perdidos, que quando chocam e contrastam com os sentimentos avessos de outra pessoa, deixam os seus donos mais perdidos ainda.

Dói. Dói ver as pessoas que sempre estiveram ao seu lado negando apoio quando você mais precisa. Pessoas que mudam sua postura com você, pois não aceitam uma determinada decisão sua. E não é nem uma opinião muito complicada de se entender, eu me arrisco a dizer. Eu só quero ser feliz de novo. Eu sei o que eu passei. Fui eu que passei, não foi mais ninguém. E se eu, que senti na pele todo o mal causado, consigo deixar ir, porque outras pessoas não conseguem? Eu sei que é difícil ver alguém querido arriscar tudo de novo. Mas é um direito de cada um. É dever de cada um ser feliz do jeito que lhe convém. Não tem ninguém dando uma de louco aqui. Eu não quero cortar os pulsos, usar drogas ilícitas, fugir de casa e virar uma rebelde. Se fosse o caso, tudo bem tentar me impedir e se afastar, mas a decisão que eu tomei foi pensada e repensada, balanceada, feita e desfeita milhões de vezes. E, no fim das contas, é o que eu quero. 

Poxa, eu só quero sentir o que eu sentia antes, e que por um deslize, foi para um lado errado. É algo pessoal. É algo interno. Não envolve mais ninguém. Por que, então, as pessoas teimam em tomar atitudes como se fizessem parte da história? Eu entendo que fui procurar ajuda com essas mesmas pessoas, e fiz com que elas formassem uma opinião (ruim) sobre tudo. Certo. Mas qual o problema de me apoiar, ao invés de apoiar a história? Apoiem a minha felicidade. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, porém poderiam se esforçar para não me deixar pior do que tudo isso já me deixa. As ironias, as palavras amargas que eu escuto de pessoas que supostamente estariam comigo e me apoiariam no que desse e viesse é doloroso. Literalmente doloroso, minha gastrite não gosta disso tanto quanto eu não gosto.

Empatia. Quem me conhece, sabe que eu não aceito perder pessoas queridas. Que, se fosse situação contrária, eu exporia minha opinião sobre o assunto e apoiaria a decisão de quem quer que fosse. Estaria ali quando este alguém precisasse, e principalmente quando não precisasse. Não falaria nada que poderia ser maldoso sobre a situação, pois eu saberia que o peso de tudo já é grande demais para ser suportado por uma pessoa só. Eu seria mais um apoio. E, se tudo desse errado novamente, eu ainda estaria ali. E eu gostaria que fizessem isso comigo. Ponham-se no meu lugar. Eu já perdi demais, e não quero perder mais nada. Me sinto como se estivesse no meio de uma ponte onde eu só posso escolher um lado para ir, e, quando eu for, o outro lado desaparecerá para sempre. Mas não estamos em uma ponte. Eu não precisaria escolher. Poderíamos conviver todos em harmonia, como já foi uma vez. Poderia dar tudo certo. É uma pena que muita gente escolhe não permitir.