"Vai ficar xonada até quando?". Um anônimo me perguntou isso. Fiquei irritada sim, desculpa. Dei uma tesourada nele, fui xingar muito no twitter, mas como eu mesma prometi, vou tentar ser menos estressada com as pessoas. Ao invés de ir surtar com alguém, eu vou escrever aqui mesmo, onde ninguém é obrigado a ler, já que a droga do blog é meu.
Vou falar o motivo de eu ter sentido tanto esse fim. É algo que deve ser explicado do começo. Primeiramente, eu nunca havia nem gostado de alguém antes, imagina amado. Foi meu primeiro amor, sim. E depois do início do namoro, tava tudo caminhando pra eu deixar de ser 8 e ser 80, pois se tem algo que eu sou, é intensa. Mas eu tinha (e voltei a ter) medo. Tenho problemas de confiança. Via minhas amigas sofrendo por amor, e coloquei na cabeça que eu não sofreria. "Que coisa mais ridícula. Ninguém precisa de ninguém".
Demorou mais de 6 meses depois do início do namoro pra eu deixar de ficar com o pé atrás e me entregar de verdade. Sentir de verdade. Superei meu medo e me permiti sentir com toda a intensidade que eu tenho. É por isso que eu ainda sinto. Até os 6 meses de namoro, se o fim tivesse chegado, pode ter certeza de que eu não me importaria muito. Claro que me importaria, mas nunca no nível de hoje. Mas não, aconteceu em um momento que eu me permiti sentir por inteiro. Me desculpa se tem alguém achando ruim essa minha fase, é só conversar comigo (sem ser no anônimo, né). Dependendo de quem você é, eu posso mudar por você, sim. Mas não venha me pedir pra deixar de sentir.
Eu vou sentir até quando não existir mais nada a ser sentido. E depois, vou voltar a ter medo. Mas enquanto isso, vou continuar escrevendo, tirando tudo o que eu sinto de mim e colocando aqui. Vou continuar brava no twitter com pessoas que não conversam. Mas, entenda: eu nunca deixei de parar minha vida por causa disso. Ninguém morre de amor. Tudo passa, e pra mim, tá passando. Eu não deixo de ir pra faculdade, não deixo de tirar notas boas, não deixo de ir ao cinema, ir à festas, rir, zoar. Não me confunda com essas meninas que, quando acabam um relacionamento, pensam em se matar. Não, mesmo. Posso sentir um peso no meu coração, sim, mas nunca deixei esse peso atrapalhar meus objetivos.
Então, pessoas que se incomodam com o que eu sinto ou deixo de sentir, vocês não são obrigadas a ler nada disso, a me seguir nas redes sociais ou a conviver comigo. Se essas pessoas são minhas amigas, tenho certeza que, embora não achem saudável, conseguem compreender que esse período de "luto" é necessário. Se não são, problema de vocês. É assim que vai ser. Aparentemente, todo mundo passa por isso pelo menos uma vez na vida. Sejam compreensivos com o coleguinha, vai ter uma hora que você vai precisar que esse coleguinha seja compreensivo com você também.
"Uma das coisas mais difíceis que você terá de fazer, minha querida, é passar pelo luto por uma pessoa que continua viva" – Autor Desconhecido

