Sobre o motivo de eu sentir tanto.


"Vai ficar xonada até quando?". Um anônimo me perguntou isso. Fiquei irritada sim, desculpa. Dei uma tesourada nele, fui xingar muito no twitter, mas como eu mesma prometi, vou tentar ser menos estressada com as pessoas. Ao invés de ir surtar com alguém, eu vou escrever aqui mesmo, onde ninguém é obrigado a ler, já que a droga do blog é meu.

Vou falar o motivo de eu ter sentido tanto esse fim. É algo que deve ser explicado do começo. Primeiramente, eu nunca havia nem gostado de alguém antes, imagina amado. Foi meu primeiro amor, sim. E depois do início do namoro, tava tudo caminhando pra eu deixar de ser 8 e ser 80, pois se tem algo que eu sou, é intensa. Mas eu tinha (e voltei a ter) medo. Tenho problemas de confiança. Via minhas amigas sofrendo por amor, e coloquei na cabeça que eu não sofreria. "Que coisa mais ridícula. Ninguém precisa de ninguém". 

Demorou mais de 6 meses depois do início do namoro pra eu deixar de ficar com o pé atrás e me entregar de verdade. Sentir de verdade. Superei meu medo e me permiti sentir com toda a intensidade que eu tenho. É por isso que eu ainda sinto. Até os 6 meses de namoro, se o fim tivesse chegado, pode ter certeza de que eu não me importaria muito. Claro que me importaria, mas nunca no nível de hoje. Mas não, aconteceu em um momento que eu me permiti sentir por inteiro. Me desculpa se tem alguém achando ruim essa minha fase, é só conversar comigo (sem ser no anônimo, né). Dependendo de quem você é, eu posso mudar por você, sim. Mas não venha me pedir pra deixar de sentir. 

Eu vou sentir até quando não existir mais nada a ser sentido. E depois, vou voltar a ter medo. Mas enquanto isso, vou continuar escrevendo, tirando tudo o que eu sinto de mim e colocando aqui. Vou continuar brava no twitter com pessoas que não conversam. Mas, entenda: eu nunca deixei de parar minha vida por causa disso. Ninguém morre de amor. Tudo passa, e pra mim, tá passando. Eu não deixo de ir pra faculdade, não deixo de tirar notas boas, não deixo de ir ao cinema, ir à festas, rir, zoar. Não me confunda com essas meninas que, quando acabam um relacionamento, pensam em se matar. Não, mesmo. Posso sentir um peso no meu coração, sim, mas nunca deixei esse peso atrapalhar meus objetivos.

Então, pessoas que se incomodam com o que eu sinto ou deixo de sentir, vocês não são obrigadas a ler nada disso, a me seguir nas redes sociais ou a conviver comigo. Se essas pessoas são minhas amigas, tenho certeza que, embora não achem saudável, conseguem compreender que esse período de "luto" é necessário. Se não são, problema de vocês. É assim que vai ser. Aparentemente, todo mundo passa por isso pelo menos uma vez na vida. Sejam compreensivos com o coleguinha, vai ter uma hora que você vai precisar que esse coleguinha seja compreensivo com você também.

"Uma das coisas mais difíceis que você terá de fazer, minha querida, é passar pelo luto por uma pessoa que continua viva" – Autor Desconhecido

Sentir saudade não é estar preso no passado.


Segui o twitter de um cara. Um escritor. Ele fala muito sobre a saudade. Um dos tweets dele me chamou atenção, era o seguinte: 

"Hoje a saudade me disse que sentir saudade não é estar preso no passado."

Fiquei pensando que, até então, eu me agarrei às coisas ruins que aconteceram pra não fraquejar. E mesmo assim, mesmo estando bem, era inevitável eu não ter algumas recaídas. Eu sou humana, no fim das contas. Agora, eu consigo lembrar de tudo numa boa, sem morrer de vontade de voltar ao passado. Agora, neste momento. Pode ser que daqui a 5 minutos eu não consiga mais, e nos próximos 5, consiga de novo. Ainda tô um pouquinho instável, porém nada comparado ao início.

Mas eu não deixo de ter saudade. Eu nunca tive saudade de alguém antes, verdadeiramente falando. Afinal, "Saudade é pra quem sente amor. Sentir falta é pra quem sente vazio. Só um buraco". Realmente, antes eu apenas sentia falta. Posso afirmar que, saudades mesmo, eu só sinto de uma pessoa. Sinto saudade de como tudo começou, das conversas que eu apaguei, das fotos zoadas, do arroz carreteiro com pimenta calabresa, dos memes idiotas e das palhaçadas. Até saudades dos funks na Afonso Pena, eu sinto. Sinto saudade de compartilhar o peso da minha vida com alguém. Saudade de conversar sobre filmes, como era no começo. Saudade de ter uma pessoa que mudou por mim, apenas pra me conquistar. 

Todos mudamos muito. Eu não sei se o relacionamento existiria se eu conhecesse tudo o que eu conheço da gente, lá no começo. Mas fico feliz de ter existido. Aprendi muito mesmo, já que era tudo novo pra mim. Sinto saudades de continuar aprendendo, e também de falar cheia de orgulho sobre o cara que era meu pra qualquer um que perguntasse. Das mensagens de "bom dia" e "boa noite" diárias. Lá do meio, onde era tudo bem estável, e eu recebia memes no celular em plena tarde de terça-feira. Eu sempre vou sentir saudades do que eu vivi ao lado desse alguém. 

Pois saudades sentimos apenas do que foi bom.

Perdões e agradecimentos.


Primeiramente, quero dizer que tudo o que eu escrevo nesse blog reflete a minha realidade. A minha. É o meu diário pessoal, é onde eu deixo registrado tudo o que se passa na minha cabeça, tudo o que é real pra mim. Não significa que é real pra todos.

Segundamente, quero pedir perdão. Com tudo o que foi dito hoje, eu percebi que faltou isso. Os outros textos podem até ser bem montados e exaltarem apenas o outro lado da história, mas eu não sei qual parte do ocorrido é minha culpa. Aparentemente, existe uma boa parte que sou responsável. Então, vou pedir desculpas por tudo.

Desculpa por eu ser estressada demais. Por eu ser um tanto controladora, juro que eu tô melhorando, pois eu percebi que eu tô ficando exatamente como um alguém que eu nunca gostei. Desculpa por ser agressiva no meu modo de falar. Desculpa por não conseguir lidar com os problemas da minha família e só sair de perto. Por ser muito teimosa e por ter muita raiva. Por exigir demais. Por tentar fazer com que uma outra vida se encaixasse na minha, quando essa decisão não era minha. Desculpa por retrair ao toque, é outra coisa que também tô tratando. Por não ter paciência. Por não aceitar a vida como ela é. Por surtar. Por quase morrer quando as coisas dão errado. Por deixar algo pessoal atrapalhar. Por não ter pedido ajuda. Por ter zoado demais. Por não respeitar o modo de ser de outra pessoa. Desculpa por não aceitar que cada um tem o seu tempo e seu jeito e por querer tudo do meu jeito. Desculpa por ter entrado na zona de comforto e ter deixado de fazer as coisas que fazíamos antes. Desculpa se em algum momento eu deixei de corresponder o que era esperado de mim. Desculpa por tudo.

Terceiramente, quero agradecer. Obrigada por me fazer crescer, me ensinar a amar. Eu não sabia o que era isso, e descobri que é algo lindo! Obrigada por me fazer mudar, uma vez que eu achava que amor era pra gente fraca. Acontece que o amor é pra gente forte demais, e dei sorte de ser uma dessas pessoas, mesmo que por um tempinho. Obrigada por me deixar desabar, por me segurar algumas vezes. Obrigada pelo fim, também. Foi por causa dele que eu consegui enxergar tudo o que tava errado e por causa dele que eu tive coragem e força de vontade pra mudar. Obrigada por esse ano. Vou guardar as memórias boas no meu coração e vou me lembrar delas quando fizer um pavê de kit kat, quando eu colocar as duas colheres de maizena na panela. Obrigada por tudo.

Quartamente, quero dizer que esse texto não tem como objetivo repensar as ações que foram tomadas. Embora todos os textos se tratem de uma única pessoa, não são indiretas (lugar de indireta é no Twitter). São palavras presas na minha garganta que eu queria gritar, mas não tenho mais essa chance. Tem objetivo único e exclusivo de tirar os pensamentos que ficam rondando na minha cabeça e os transferir pra outro lugar. De passar por cima do orgulho, da minha própria personalidade forte de quem não abaixa a cabeça e dizer:

Perdão por tudo e obrigada por tudo também. 

EDITADO EM 08/02/2017 - 19:35

Show Me Love (America)




Você deveria saber que eu amo você, mesmo que eu nunca diga isso muito. Talvez você não tenha me entendido, talvez eu nunca saberei o que eu fiz. Agora estou perdido na distância, você me olha como um estranho... Pois o que parece agora pra mim é que você tem medo do perigo.

Eu poderia ter te mostrado a América, todas as luzes brilhantes do universo. Poderia ter alcançado as maiores alturas, lugares diferentes, uma vida diferente... Lembra daquela noite sob as estrelas? Por um minuto pensei que o mundo fosse nosso. Tudo o que você tinha de fazer era me mostrar amor.

Sim, é verdade que não somos perfeitos. Existe um fogo dentro de mim, e isso significa que eu lutarei pelo que eu acho que vale a pena, se faz eu me sentir completo. Pois eu estou batendo em pedras e levando tiros, estou preparado pra perder tudo o que eu conquistei.

[...]

Tudo o que você tinha de fazer era me mostrar amor.

Show Me Love (America) - The Wanted

Saudade é não saber.


"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

– Martha Medeiros

Say Something


Diga alguma coisa, estou desistindo de você. Eu seria a escolhida se você quiser. Em qualquer lugar eu teria te seguido... diga alguma coisa, estou desistindo de você.

E eu estou me sentindo tão pequena... Isso foi demais pra minha cabeça. Eu não sei de mais nada. E eu vou tropeçar e cair... ainda estou aprendendo a amar, só comecei a engatinhar.

Diga alguma coisa, estou desistindo de você. Me desculpe por não ter chegado até você. Em qualquer lugar eu teria te seguido... diga alguma coisa, estou desistindo de você.

E eu engolirei meu orgulho... É você quem eu amo e eu estou dizendo adeus.

Diga alguma coisa, estou desistindo de você!

Diga alguma coisa... 

- Say Something (A Great Big World)

Desejos.


Primeiramente, desejo que você sofra igual a mim. A escorpianice fala mais alto mesmo. Que você sinta saudades, que lembre, que relembre e que doa como dói em mim. Porque se eu, que não tive culpa de nada, tô sofrendo desse jeito, você que me deixou assim bem que poderia tá também. Imagino que não, que deve tá sofrendo sim mas que o alívio é maior... Mas, vingança a parte... Te desejo felicidade. Desejo que você veja que é sim uma pessoa maravilhosa. Que você saiba que tem potencial pra tudo o que você quiser. Que as coisas estão dando errado porque você mesmo tem feito errado. Muda a porra toda! Trabalha com algo qualquer, que seja mais puxado, mas que seja menos estressante do que trabalhar com algo que você não gosta. Trabalha, junta dinheiro, paga a faculdade dos seus sonhos. Corre atrás de tudo. Vive sua vida como você quer, não como os outros querem. É você quem precisa estar feliz, pois é só você que convive consigo mesmo. Pelo menos agora, que não existe mais "nós". Se trata. Pega seu planinho de saúde, trata essa crise de enxaqueca. Procura um psicólogo. Um psiquiatra. Se você tem algo da sua natureza que te faz mal e que você claramente não consegue resolver sozinho, procura quem consegue. Trata esse seu "instinto" que tirou algo que fazia tão bem a você, e tirou de mim a única coisa boa que eu tive na vida. Trata esse seu medo de ser feliz. Todo mundo merece ser feliz, até você, viu? Foca em você. Se você está mais feliz sozinho, tudo bem. Fez bem em terminar. Mas não fica só nisso. Teve coragem de terminar porque era melhor pra você, e não vai ter coragem de mudar o resto? O que te impede? Tempo? Eu sei, você já perdeu tempo demais, mas nunca é tarde pra começar. Você vai se arrepender todos os dias de nunca ter começado. Procura a sua felicidade. É só assim que você vai viver bem consigo mesmo. Faz coisas que te satisfaçam. Satisfaçam seu interior, não só seu corpo e seu "instinto". Começa tudo de novo mesmo, se você tá infeliz! Não deixa a expectativa dos outros te atrapalhar não, que se eles sentissem o que você sente, iriam te dar força total. Eu te dou força total! Começa do zero toda vez que você perceber que tá perdido! Começa e vai, não desiste na primeira dificuldade não. Pode não ser no começo que a felicidade venha, mas daqui a muitos anos, supondo que você escute esse último pedido da mulher que te amou mais do que sabia que era capaz, você vai ficar feliz. Vai ficar bem. 

Não fica ofendido por tudo isso aqui. Eu sei desse seu problema de afastar as pessoas que querem te ajudar (trata isso também, viu?), mas me afastar mais do que você me afastou, não tem como. Então tô falando tudo o que você precisa ouvir. Mesmo que você não mude, que fique bravo por eu tá me metendo onde não devo, saiba que eu te apoio. Você merece.

"Você vai sentir a minha falta"


"Veja nossas fotos: a dupla imbatível, feliz e apaixonada, já foi embora. No lugar, ficou o vazio. Recorte-nos mentalmente e foque nos cenários, afinal, foi o que restou.
Aqueles trejeitos, planos, rotinas e hábitos que só nós entendemos não vão tirar mais sorrisos da boca de ninguém. Não adianta tentar construí-los e explicá-los para outra pessoa: só fazia sentido pra gente. Todas as nossas manias se perderão em um buraco fundo, onde é guardado aquilo que não resistiu.
Não haverá mais o “eu e você” que compartilhava cada degrau subido ao longo do tempo em que estivemos mais perto do topo. Agora consigo ver que foi ilusão imaginar que, lá em cima, encontraríamos um carregamento de paz. Para mim, isso iria se somar ao amor, tal como o amadurecimento. Ironia ver que foi justamente o contrário, não é? Chegamos e encontramos o fim.
Ali, cada um seguiu para um caminho, tocando a vida como se o tempo subindo juntos não tivesse de fato acontecido. 
Você faz isso de uma forma tão fácil que eu não consigo deixar de pensar: como é que você consegue? Deve ter uma senhora habilidade envolvida – ou, pelo menos, um descuido seu, ignorando a realidade. Porque eu ainda não consegui criar poderes que transformem o passado em uma mancha, daquelas que a gente olha e não entende nada.
Foram muitos momentos juntos – é por isso que não consigo derrubar um copo d’água e ver a tinta se transformar em borrão.
Mas sempre que sinto a sua falta congelar cada pequeno pedacinho por aqui, como se, desavisada, tivesse saído num frio de graus negativos sem nenhum agasalho, há outro pensamento que simplesmente não sai da minha cabeça: é impossível que a minha ausência não te afete.
Você ainda sentirá saudade de tudo o que a gente passou. Do que eu fui pra você.
Agora, bem sei, é recente. Na sua cabeça, você vive em um mundo ilusório, em que finge que tudo já ficou bem e que não precisa mais de mim para completar o final das suas frases, que não clama por nossas conversas diárias, que não quer ver o meu sorriso bobo, que não precisa rir das minhas besteiras e que, enfim, não necessita mais do meu amor para sentir o mar de sentimentos que nos invadia quando estávamos juntos.
Você coloca as brigas e discussões em primeiro lugar, como se antes e após todas elas não existisse uma vida feliz. Colocou um disfarce em nossa relação.
Tentando se justificar, acabou mesmo jogando tudo para o alto. Deu tchau e seguiu.
E no nosso adeus, muito de mim ficou em você e muito de você ficou cravado em mim.

A nossa única diferença é que eu não me comporto como se não soubesse disso, ignorando um pedaço que precisa ser alimentado e tratado, até entender como farei o caminho de volta. Já você, leviano, deixa tudo sem cuidado – como se não estivesse ali. Mas está. Eu sei que sim.
E ainda preciso dizer? Uma hora, toda a lembrança gritará. E quando doer em você, tenho medo de que, em mim, tudo esteja completamente cicatrizado.
Você vai sentir a minha falta."

– Au Sonsin (via depois dos quinze)

Pretérito Imperfeito do Indicativo.

"Mas vocês eram indestrutíveis!"
"Vocês eram o casal mais legal do rolê"
"Pensei que fossem durar pra sempre!"
"Me espelhava em vocês"
"Adorava vocês juntos"
"Vocês eram a salvação dos casais"
"Parecia tão verdadeiro"
"Vocês eram tão grudados"
"Vocês eram o casal 20!"
"Vocês eram perfeitos um pro outro"
"Vocês eram tão bons um pro outro!"

Nós éramos.

Pretérito Imperfeito do Indicativo.

"Como eu era antes de você."


De vez em quando sinto culpa. Quando conversamos, você me perguntou, em tom acusador, o motivo de eu estar tão apaixonada assim. Me disse que não esperava que eu ficasse assim. Disse que estava apaixonado apenas no começo, e que as coisas se inverteram. Só pra você saber, eu também não esperava.

Pois me desculpa. Desculpa se eu mergulhei fundo demais quando você só queria nadar na parte rasa. Desculpa se eu fui intensa, e você, nem tanto. Desculpa se pra mim está sendo difícil. Desculpa se você tinha de mim a imagem de alguém sem amor. E, enquanto eu estava sem amor, eu era assim, mesmo. Eventualmente voltarei a ser, já que você insistiu em arrancar tudo de mim da forma mais dolorosa. Me desculpa por te decepcionar quando eu amei demais. Se eu soubesse que meus sentimentos te assustariam, não teria deixado você entrar tão fundo neles.

E aí, teríamos morrido um para o outro antes mesmo de começarmos a viver.

Mas, é isso aí. Eu também não sabia, pois nunca amei ninguém antes de você. Não sabia que eu era alguém tão "8 ou 80", "tudo ou nada", alguém intensa. Não sabia que eu amava tão fortemente que até assustaria alguém. Na verdade, eu não sabia nem que era capaz de amar! Ei, eu falo sério! Sempre tive a visão de que amor trazia sofrimento, e não estava errada afinal de contas. Acho que é nisso que eu vou acreditar novamente. Dei chance ao amor uma vez, me quebrei. Como confiar novamente nesse sentimento que deveria ser tão lindo? Logo eu, que tenho problemas com confiança. Uma vez que se quebrou, nunca mais se recupera. E quando eu digo nunca, é nunca mesmo.

No final de tudo, eu voltarei a ser como eu era antes de você.

Pode entrar, só não repara a bagun... ah...


Minha vida tava tão bem. Tudo encaminhado. Até você aparecer.

Apareceu, entrou, e depois de um tempo (sim, pois demorei muito pra me entregar ao relacionamento, e quando me entreguei...) você bagunçou tudo. E foi embora. Simples assim. 

Que bagunça boa essa que fizemos juntos. Que ano! Mas, e agora? Você me deixa aqui, pra arrumar a bagunça sozinha, né? Recolher tudo, colocar em uma caixa e colocar em um lugar bem alto, bem escuro, onde eu não alcance. Agora você me deixou com receio de fazer isso de novo, pois sempre vou lembrar de quanto foi difícil arrumar tudo sozinha. Vou lembrar de quanto tempo levou. Uma amiga diz que leva mais de um ano! Poxa vida! Um ano de um bom relacionamento e vou precisar de mais de um ano pra superá-lo! Chega a ser injusto, né?

Anseio pra que esse ano passe, avance pra quando eu consiga superar. Se é que um dia vou conseguir. 

"Traumatismo craniano por mergulhar fundo em pessoas tão rasas"

Compilação de insistências sem fim escrita por pessoas que não conheço.


[...] Escolha aquela que não desiste de você, que te aceita como você é. Aquela que conhece os seus defeitos, mas te faz querer ser melhor. Escolha aquela que se esforça para te fazer sorrir, mesmo nos dias difíceis. Aquela que não esconde o quanto é feliz quando você está por perto. Escolha aquela que já te escolheu, e faça esta escolha por inteiro, sem meio termo. Não a deixe escapar… escolha ela. Escolha ser dela. E deixe que ela seja sua também.

– Milene da Mata

Ei, o que você está fazendo? Esperar perder para valorizar chega a ser clichê. Ela já sabe que quem se importa, dá um jeito! Então nem tente… você não vai convencê-la com desculpas vazias. Ela é dona de suas atitudes e sabe muito bem o que quer. E veja só a sua sorte, entre 7 bilhões de sorrisos ela quer o seu, e é a sua risada que ela escolheu misturar com a dela. [...]

– Milene da Mata

[...] Amar alguém é transformar uma briga num ensinamento. [...] Amar é precisar desistir, é perder todas as forças, mas apesar disso continuar a insistir.

– Jessica Pellegrini

Amor de verdade deve ser consertado, e não jogado fora [...] O que mais me impressiona não é sequer o “felizes para sempre” estar quase que em extinção, mas sim a coragem que as pessoas têm de, quando não conseguem fazer as coisas darem certo e enfrentarem dificuldades juntas, se consolarem com o simples “Não era para ser…”. Porque afinal, a culpa toda é do destino. [...] Durante muito tempo eu fazia do amor um cálculo matemático errado: eu pensava que, somando os bons momentos, eu amava. Agora eu sei que somando os bons e os maus momentos é que se ama verdadeiramente. Paixão e carinho caminham juntos, mas para amar é preciso muito mais.

– Ana Paula Mattar

Desistir é para os fracos. Pronto, já disse. Não suporto casais que ao fim de um ano de namoro desistem um do outro por causa de uma briga sem jeito nenhum. [...] Onde está a mulher lutadora que nunca desiste de nada? [...] Um casal, deve saber ser paciente e compreensivo. Deve saber escutar com muita atenção o que o outro diz. E nunca desistir um do outro, quando o amor é real. Nunca!

Porque desistir é para fracos, e o amor é forte!

– Ana Santos

[...] Então não a deixe ir embora a menos que você tenha a certeza de que você não vai sentir a falta daquele sorriso e daqueles domingos em que vocês ficavam juntos sem fazer nada e eram os melhores do mundo. [...]

– Miguel Camacho

[...] Por amor a gente fica quando, mesmo com tantos tombos, mesmo com tantos erros, o outro não quer partir. [...] A gente fica quando as coisas não vão bem e o outro se importa com isso, conta uma piada sem graça como quem quer tirar um riso teu. A gente fica quando sente ser verdadeiro, quando sente paz. Quando sabe que o outro está disposto a ser morada e fazer morada em nós. Sem desculpas, sem mentiras. [...] Não há nada que se compare com um coração em compasso de espera. Um coração que só consegue ver pontos de interrogação e não encontra coerência nas peças soltas da sua história. Fica tudo parecendo um enorme quebra cabeças cujas peças não se encaixam, uma história confusa onde não há lógica entre o que foi dito e o que foi realizado. Fica faltando nexo. [...]

– Fabíola Simões

Existem aproximadamente 7  bilhões de pessoas no planeta. Hoje em dia, com a tecnologia, nós podemos conversar com alguém de outra cidade ou até da China. Nós podemos sair, curtir e fazer sexo todos os dias. Nesta vida de diversão e alegria, nunca foi tão fácil encontrar qualquer companhia para passar o dia.

Mas me responde uma coisa: Quantas pessoas neste mundo vão ficar ao teu lado quando você tiver desempregado, sem dinheiro e desanimado? Quantas pessoas deste mundo vão ficar ao teu lado quando você tiver doente e cada osso, cada músculo do teu corpo gritar de agonia, quantas pessoas neste mundo você acha que ficariam ao teu lado para segurar a tua mão todos os dias?

Quando você chegar em casa cansado, furioso com o chefe e estressado com o trabalho, quantas pessoas neste mundo você acha que ouviriam todo o teu desabafo e no final ainda te dariam um abraço? Quando você estiver no escuro, com o coração partido e perdido, quantas pessoas neste mundo você acha que pediriam para uma estrela iluminar o seu caminho? Que vão aceitar os teus problemas e as tuas inseguranças de menino? [...] Meu amigo, se você olhar bem de perto, você vai entender. Se você tiver sorte, vai encontrar apenas uma pessoa que despertará o melhor de você. E quando isso acontecer, não a trate como qualquer uma. Trate-a como única. Não é pedir demais. Cuida bem da única pessoa que amanhã estará contigo, aconteça o que acontecer.

– Ique Carvalho


Depois de você.


Como eu era antes de um relacionamento. Quando eu nunca havia amado. Eu era forte, independente de tudo e todos. Estava acostumada a ficar sozinha e preferia assim. Fazia a festa com a minha solteirice sem nunca me apegar sequer um pouquinho. Eu era reservada, gostava de fazer minhas próprias coisas e amava quando tudo acontecia como eu quero. Eu não precisava de ninguém, estava com as pessoas porque eu queria.

Depois de muito tempo, resolvi me entregar. Sim, mudei. Passei a depender de outra pessoa (não financeiramente, mas emocionalmente). Passei a gostar de fazer coisas em dupla. Estava mais feliz em um relacionamento do que nunca fui solteira. Me apeguei. Muito. Fiquei menos reservada e precisava de alguém. 

E por que isso me deixa fraca? Só mostra que eu passei por cima da minha natureza pra me entregar de corpo e alma em algo que eu queria. E, na minha opinião, é exatamente isso que deve ser feito. Deve ter comprometimento de ambas as partes. Poxa, é um relacionamento com outra pessoa. Claro que ambas mudam. Mudei, sim. Com UMA pessoa. Ela despertou o melhor em mim. Me ensinou, me fez crescer. 

Talvez essa mudança toda o tenha assutado um pouco. Tá, muito. Mas, espera aí. Quem disse que é passado? Eu ainda sou tudo aquilo. Eu escolhi não ser por uma única pessoa. Eu percebi que, com essa pessoa, eu poderia ser o que eu quisesse. E o que eu quis foi me apegar. 

Eu ainda continuo eu. Continuo forte, uma pessoa que enfrenta, que não abaixa a cabeça, uma pessoa leal em níveis absurdos. Que se importa com poucas pessoas. Que escolhe em quem confiar com muito cuidado. E, acima de tudo, posso voltar a ser tudo o que eu era (independente, desapegada) caso precise. E sinto que não é preciso por enquanto.

É só.

Eu só luto pelo que eu acho que vale a pena. Que ninguém nunca se esqueça disso.


Aos amigos que me aconselham a deixar pra lá, vou deixar quando sentir que é causa perdida. Quando não tiver jeito mesmo. Quando eu olhar e pensar que fiz de TUDO, e não, ainda não fiz de tudo.

Se você se incomoda com isso, pensa que é uma fraqueza da minha parte considerando que eu nunca fui assim, engano o seu. Pra lutar precisa de força. De coragem. De determinação.

E eu espero que um dia alguém lute assim por vocês.

Entre todas as opções, você foi a melhor escolha.


Deixa de insegurança. Se eu te escolhi é porque gosto. É porque tenho certeza que é contigo que vale apostar. Se eu está contigo não tem erro, não tem "os outros" que me tirem de você. Confia no seu taco. Olha só pra você. É para os seus braços que eu corro quando algo não sai como eu planejei. É com você que eu me declaro diariamente e faço por você o que nenhuma outra foi capaz de fazer. É pela gente que eu sempre insisto e faço dar certo. Não permita que seus pensamentos infundados estraguem o que nós construímos. Olha, quando existe amor, nada consegue atrapalhar. Cabe a mim saber onde piso e o que absorvo, e não absorvo suas negatividades, você não me faz mal, apenas bem. A vontade é uma só, o desejo por você continua independente do que nos rodeia. Confiança e respeito é a base, se existe isso, todo o resto conspira pra que continue dando certo. Deixa de noia e se joga no que é seu. É com você que eu faço planos e construo um futuro. É com você, cara. Entre todas as opções, você foi a melhor escolha. 

– Rogério Oliveira (adaptado pra minha vida)

Paranoias. Mas dessa vez, as minhas.


Não consigo deixar de pensar no que aconteceu por um segundo sequer. Fico pensando, repassando tudo na cabeça pra tentar entender onde foi que eu errei. O que eu fiz de errado? Não deixo de pensar que talvez eu não estivesse errada, era só ele que não estava no caminho certo.

Em meio a tantas dúvidas, eu penso: "será que existe outra pessoa?", "será que ele tem saudade da vida de solteiro?", "será que tem medo do compromisso?", "será que não fui boa o suficiente?". As respostas que surgem na minha mente me matam. Pois não há explicação. O motivo dado pro término foi tão vago, e a recusa de repeti-lo só me intriga ainda mais. Não me deixa viver. Eu preciso de uma conversa sincera, pessoalmente, onde minhas dúvidas sejam sanadas. Caso contrário, eu continuarei pensando besteiras – que talvez nem sejam besteiras –.  Eu penso que mereço isso uma conversa franca, sem rodeios, só pelo fato de estar passado pelo inferno agora, sozinha.

Quero perguntar se, caso existisse a chance de voltar atrás, se o namoro existiria. 
Quero perguntar se a vida comigo não foi feliz o suficiente para esquecer as alegrias de ser solteiro.
Quero perguntar como é a reação dele quando – e se – ele me imagina com outra pessoa.
Quero perguntar se ele faz ideia de como dói quando eu imagino ele com outra pessoa, mesmo que seja só por uma noite.
Quero perguntar se tudo dói. Se, caso ele estivesse de bem com a vida, ele estaria comigo. Se, mesmo de mal com a vida, ele não preferia me ter ao lado dele só pra ter em quem apoiar.

E, acima de tudo, quero respostas. Reais. Não quero que tudo retorne ao que ele me disse via mensagem, onde ele mesmo disse que nada fazia sentido. Quero que me diga de novo, se necessário. Quero que pense antes de falar. E que me dê um motivo de verdade. Só a resposta, não adianta. Apenas falar "já tomei minha decisão" não vale nada. Quero saber o que levou a essa decisão, e quero que me escute falar o que eu faria pra melhorar, caso ele me deixe. Quero saber se, se a gente tivesse conversado, não seria diferente. Se não podemos conversar agora.

Eu, sim. Eu sofro de paranoia. Mas mesmo com isso, nunca considerei, nem por um único milésimo de segundo, acabar com tudo. E, o simples fato de que ele considerou – e fez – me faz pensar que sou descartável. Que não valho nada. Que uma fase ruim é o suficiente pra tomar meu lugar na vida dele. Me faz pensar que eu sofrendo do jeito que estou não é ruim pra ele. Que ele não liga. Que talvez nunca tenha ligado.

Sei que é difícil. Uma pessoa sem um norte na vida pode pensar que não serve pra nada, pra ninguém. Eu poderia ser o norte. Mesmo que tudo estivesse dando errado, ele me teria ali. Sempre poderia voltar pra mim. Tudo poderia estar caindo aos pedaços, mas nossa relação seria inteira, certa, real. Ainda pode ser assim. Gostaria de que ele não se esquecesse de que quando ficamos juntos, ele estava no fundo do poço e eu o ajudei a subir. Por que não posso fazer isso agora?

Se ele me ama do jeito que diz que ama, se não vai me esquecer como diz que não vai, se está sofrendo como diz que está, que me deixe ficar ao seu lado. Pois tudo que ele tinha era a mim, sem nenhuma incerteza, e tudo o que eu tinha era ele. E agora, não tenho nada. 

Mesmo que brigas futuras existissem, talvez elas tivessem um fundamento melhor que esta de agora e isso me deixaria menos frustrada. Mesmo que nada desse certo na vida dele, e ele descontasse em mim, eu estaria ali. Pois é isso que uma boa parceira faz, não?

Poderíamos recomeçar. Tudo do zero, olha só! Quantos casais têm essa chance? Poderíamos nos apaixonar um pelo outro de novo. Poderíamos desfrutar dos momentos felizes, e eu sei que tivemos muitos, e lembrarmos dessa fase ruim como um ato de fortalecimento. Que casais brigam, e voltam cada vez mais fortes. Que eu sempre estarei ali, independente de tudo. Que você estará ali por mim. Já que você está sozinho, ainda sem um norte, o que custa me deixar participar? 

Pra quem acredita em recomeços, nunca existirá finais.

Sobre ter o coração quebrado e a felicidade arrancada de você.


Logo eu. Logo eu, que sempre fui pé no chão. Que via essas meninas sofrendo por amor, e pensava "mas que idiotice, ninguém morre por amor". Agora eu me encontro morrendo um pouquinho mais a cada dia... Demorei tanto pra me entregar a alguém por medo do final. Quando me entreguei, o final veio de uma forma tão estranha que não me permito aceitar. Não aceito que tenha acabado porque meu parceiro pensa que é um peso na minha vida, que eventualmente me faria mal. Sabe, eu jurava que essa era uma decisão minha. E tinha certeza que, se um dia ele fosse um peso, nós sentaríamos, conversaríamos e chegaríamos à conclusão que nunca foi peso, e sim, leveza. Nunca fui tão feliz.

Seria mais fácil seguir em frente se não houvesse amor. Mas, como ele mesmo disse, me ama e o sofrimento pra ele é tão grande quanto o meu. Me ama tanto que não consegue suportar me tratar mal. Nunca tratou, mas tinha medo de que um dia acontecesse. Me ama tanto que me faz sofrer. Não que eu acredite nele, pois se uma pessoa está sofrendo por não ter outra que a quer está apenas jogando fora a felicidade própria e do outro. Mas eu... eu continuo sem entender. Sem aceitar. Tentando insistir, lutando, pois eu, que nunca vivi um amor, não estou pronta pra deixar ir. Se é tão verdadeiro e me fez tão bem todo esse tempo, não me parece certo desistir de tudo por conta de uma paranoia dele. E olha que de paranoia eu entendo bem.

Eu, em todo meu desespero, procurei ajuda em todos. Em amigos meus, em amigos dele... Até agora, ninguém parece ter compreendido. Uns disseram que ele já estava estranho ultimamente. Eu também vi isso, de longe. Mas pensei comigo mesma: "acho que ele me acha chata quando insisto perguntando o que aconteceu, dessa vez, vou deixar quieto até onde eu aguentar". Pois no momento que eu não aguentei mais, que eu não suportava ver como ele estava triste e não saber ao menos o motivo, tudo desabou.

Muitos dos meus amigos mais frios, mais desacreditados no amor – exatamente como eu era, por sinal – me aconselharam a não desistir. Se o amor é recíproco e tão verdadeiro, eu devia esperar a tempestade passar e não desistir. Nunca fui de desistir, mesmo. Não quando se trata de algo que eu acredito.

Poucos amigos me disseram pra deixar pra lá. Disseram que não vale a pena lutar por amor. Mas, amigos, não é por amor que eu estou lutando, afinal, o amor já está lá. É pelo espaço. É pela chance de somar. É pelo meu direito de escolha, que foi tão cruelmente tirado de mim. O amor? Ah, o amor era, e ainda é, intenso. O amor em cada mensagem de "chegou bem?" que eu recebia. Até que um dia, não recebi mais. Que choque. Que dor. Que falta eu sinto.

Agora, eu não sei mais. Cada célula do meu corpo me diz pra não deixar ir de jeito nenhum. Mas "embora eu queira muito, mesmo querendo em dobro, não posso querer por você". Não posso, não posso fazer com que outra pessoa ceda à felicidade. Mesmo que me doa cada vez mais, mesmo que eu veja por aí que ele esteja tentando levar uma vida sem mim sabendo que não é o certo, eu não posso. Fiz o possível e o impossível pra isso, mas no final, não é uma decisão minha.

Me despedaça. Me quebra. Me mata. Me dói. Dói pois ele mesmo disse que sempre fiz bem a ele. Que era muito bom me ter ao lado dele. Eu sei que era, pois era recíproco. Era ótimo ter alguém pra quem voltar. Ver que alguém cuidava de mim em meus momentos mais sombrios. Que estava ali, pronto pra mim. E agora que eu me vejo na mesma situação, ele não me deixa estar ali. Vê? Cada vez faz menos sentido. Se é amor, deveríamos nos permitir senti-lo, não nos privar dessa alegria.

Pois agora, eu espero. Resisto ao impulso de encontrá-lo em qualquer lugar, abraçá-lo e nunca mais soltar. Resisto a mandar mensagens falando tudo de novo, e de resposta, apenas receber "tudo isso já foi dito", "estamos repetindo tudo de novo", "eu já te expliquei" quando tudo que eu queria era que fosse explicado de novo e de novo até ser nítido que as próprias palavras não tem sentido. Que não se pode trocar a felicidade dele – e consequentemente, a minha – por algo irreal.

Eu sou real. Eu sinto dor. Dor emocional, dor física. E me dói mais ainda saber que ele finge não ligar. Que segue a vida dele tentando não pensar nisso. Na dor que me causa, quando tudo o que ele precisava fazer pra que isso pare, era voltar. Eu posso ser o melhor pra ele. Posso enfrentar as piores crises do lado dele. Posso ser o porto seguro dele como ele é o meu. A crise nem veio, e ele resolveu por si só jogar tudo fora. Meu amor, meu primeiro e único amor. Tempestades fortes vem e vão. Você só precisa ter alguém a quem se agarrar. Eu sei que você disse que nossa relação foi um erro – e você não faz ideia do que isso me causou – e me disse que eu iria encontrar alguém pra me fazer feliz. Você já me faz feliz de uma maneira que eu nunca fui. Nós somos épicos. Perfeitos um para o outro, mesmo em meio a tantos defeitos.

Mesmo você não se achando digno de me ter, eu, seu amor em carne e osso, digo: Nunca vou desistir de você.

Te espero. Por favor, não me esqueça. Não tente encontrar conforto em outros corpos. Eu estou bem aqui.

Eu te amo.

Com amor – e muito –, Isa.

Dependência

Acontece. Quando uma pessoa que você ama te deixa magoada, não por culpa dela, mas porque você tomou algo que ela fez/disse como ofensivo para si. Ou quando essa pessoa tá estressada com algo e desconta em você. Ou quando acontece algo que foge do seu controle, e isso deixa a pessoa irritada. E, por consequência, te deixa pior do que você já tava. Tão pior que você reconsidera sua vida toda.

Acontece. Aconteceu. Aconteceu de novo.

Até quando isso vai acontecer? Se deixar ofender ou ficar mal por algo que poderia ser facilmente resolvido por uma conversa, ou mudar de comportamento (depressão, oi) com a pessoa por conta disso, ou mudar sua vida toda ...

Não sei o que fazer. Não sei como agir, o que dizer, como lidar. Fico fechada e a pessoa nota, e então ela se fecha depois de tentar se aproximar e falhar algumas vezes. E fica por isso mesmo, até alguém dar o braço a torcer. Serei eu? Será ela? Será o tempo?

Não sei. Não sei se quero descobrir. Às vezes é melhor deixar o tempo dizer.

Tomara que tudo volte ao normal. Tudo isso tá me matando por dentro, bem lentamente.

Sinto falta.

Crise, my old friend.

Abandonei o blog.

Não existe desculpas pra isso, ou talvez exista, só que não seja boa demais.

De um tempo pra cá, perdi o interesse em fazer coisas que antes me agradavam. Desde 2013 eu não tenho mais aquela vontade de maratonar séries, de ler um livro atrás do outro ou mesmo ficar navegando na internet. Perdi o interesse na minha vida.

Entrei na faculdade em 2014, e logo depois o programa Ciências Sem Fronteiras foi encerrado, me deixando desolada. Não consegui ir, e agora para ir ao exterior, preciso desembolsar do meu próprio dinheiro. Comecei a estagiar. Trabalhar. Namorar. Estagiar novamente. E olha, quanto mais você trabalha, menos dinheiro você tem. E movida pelo meu impulso, eu gastei com coisas desnecessárias, porém necessárias pra mim: coisas que se eu não fizesse, provavelmente eu me arrependeria depois. Fiz 3 tatuagens, gastei nelas um valor de R$1570. Meu cabelo que eu finalmente consegui deixar tão cumprido quanto eu sempre quis, cortei e pintei de colorido. Gastei com tudo o que eu tive vontade de comer, gastei com gasolina para ir em lugares que eu queria ir. Festas? Não. Lugares que eu ia com meus amigos; buscar eles, levar de volta, só isso.

Olha, eu sempre soube que eu tinha depressão. Mas foi em 2014 que ela atacou, quando eu me desinteressei por mim mesma de verdade. Ao entrar na faculdade, senti a pressão de ser adulta. Ter de estudar, tirar a carteira, ter um bom emprego, carro, casa, vida... Talvez tenha sido o distresse que tenha sido o pontapé de tudo, mas 2013 é minha última memória de ter tido realmente vontade de ser feliz. Nos próximos anos, muitas coisas boas aconteceram, principalmente em 2015, mas em contrapartida, minha saúde psicológica e mesmo física pioraram. Descobri que tenho transtorno de personalidade paranoide, que me torna a pessoa mais desconfiada que possa existir. Crio situações na minha mente e desconfio de coisas que não poderiam acontecer. Mas desconfio. Tenho também transtorno de ansiedade generalizada, que praticamente me deixa em pânico por ter de fazer algo simples, tipo sair com meus amigos, ou sair com meu namorado. Que pessoa normal entra em desespero por sair com o próprio namorado? Aí veio a depressão nervosa e, aliada a isso e sempre existente perda de autoestima.

Aí vocês podem me perguntar: "por que você não buscou tratamento?". Autoestima. Não somente aquela autoestima de não se achar uma pessoa bonita, não. Autoestima de não acreditar em si mesma, de não achar que consegue fazer nada, de achar que é um nada. De se odiar. Eu me odeio. Penso e acredito firmemente que a vida de todo mundo ao meu redor ia estar bem melhor sem mim. Que eu não passo de mais uma coisa para dar trabalho à eles. Que entrar em uma faculdade federal e se formar no inglês não passam de uma obrigação que eu tenho para com eles, para com a vida. Não algo de vontade minha. Me digam, como tratar algo que eu acredito que qualquer tratamento falharia? Que eu sou tão inútil e incapaz, que não conseguiria fazer isso dar certo? Eu não acredito em mim. Não acredito em mim, e não acredito que tudo isso possa funcionar em mim. Não faz sentido nenhum, né?

Como se não bastasse, minha imunidade tá zerada. Isso me deixou com candidíase bucal (não tem nada a ver com a doença sexualmente transmissível, é outra coisa), que me deixou com tanta dor na garganta que eu não conseguia engolir minha própria saliva. E será uma doença recorrente enquanto minha imunidade não melhorar. Tive isso no meio de 2015. Em 2016, comecei um estágio novo e pelo estresse, minha imunidade caiu novamente e a doença recorreu. Passado este caso, logo em seguida surgiu um cisto pilonidal em mim, uma espécie de tumorzinho que eu vou ter de operar pra tirar. Senti muita dor novamente e tomei remédios fortíssimos. O cisto desinchou, porém os remédios induziram uma gastrite. Gastrite medicamentosa. Meu estômago ficou horrível por semanas, quase não comia. Fiz endoscopia, não deu nada. Minha imunidade ainda tava baixa e, para piorar, peguei gripe.

Eu tenho plena consciência que isso tudo não passa de uma extensão da depressão e do estresse que eu mesmo me coloco diariamente. A necessidade de ter tudo certo me deixa louca.

Mas o que fazer?